domingo, 14 de maio de 2017

MãeHá na minha agendaGuardada no coraçãoNomes especiais, quem sabe lendaDe lindas mães, estrelas brilhantesTal qual caixinhas de emoção São seres fortes e sensíveisObras primorosas do CriadorTodas com seu valor incalculávelFonte inesgotável de carinho e amor Creio obra prima do SenhorQue ao vê-la e senti-la primorosaOfertou-nos em rima e prosaÀ brilhar e enfeitar nossas vidasComo a mais linda rosa A que me trouxe à vidaHoje é flor em Belo JardimLá a paz, a felicidade não tem fimPresente do Criador por sua lidaReconhecimento de suas lágrimas e todo seu sentimeto de amorLúcio ReisEm 14/05/2017. 



sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

É mesmo Feliz Natal?

Sorrisos de boa vontade, corações cheios de mansidão e registros de boas festas, e principalmente feliz natal, inundam as redes sociais e tomaram conta ou substituíram os antigos cartões que abarrotavam os clichês do correio e, dispensaram significativamente a mão de obra do carteiro, colocando no ar um clima de real entendimento e confraternização fraterna.
Mas, convenhamos e vamos fazer uma pequena pausa, apoiar o queixo nos dedos, olhar para o nada e de primeira perguntar: será mesmo feliz natal? Será mesmo que o espirito natalino, de igualdade e de fraternidade cristã impera entre os seres humanos? Será mesmo que há razão para festejar o respeito entre os humanos e respectivos povos?
Desculpem-me parecer injetar um pouco de fel, na doçura da época e no sentimento que envolve muitos e assim, o que se percebe nos é dado parecer e entender que o amor e a união não eliminaram o espaço para o crime, para a brutal covardia e nem fizeram descer de seus pedestais os mal feitores desta república e de tantos outros em cada ponto deste planeta.
Por isso, faço apenas uma observação, ao tomar ciência, como o mundo todo testemunhou, quando uns tresloucados agem e agiram contra indefesos inocentes que não lhes provocaram nenhuma agressão e, em ações covardes e sem nenhum aviso prévio, foram apanhados pelo fator surpresa e assim foram retirados na vida, não num campo de batalhas, mas em via pública e em horas de lazer e portanto, inocentes, como o ocorrido em Nice e agora em Berlim e outros mais, quando um ente que não se tem meios de adjetivar, joga contra pacatas pessoas, independente da idade, caminhões e lhes corta o oxigênio do viver.
E então ou até por isso é que se tem em mente um punhado de interrogações, pois enquanto milhares estão se abraçando e confraternizando na fé cristã, uns poucos estão empunhando armas de fogo ou até mesmo veículos pesados, causando choro e dor em milhões de lares, e sem que as vitimas lhes tivessem ferido e mesmo assim, não dispuseram de condições de auto defesa.
Alguem poderia questionar-me ainda: mas o momento é época para essa reflexão? E com todo respeito, diria: qualquer época ou dia é, pois os fatos estão aí e são concretizados em qualquer estação, pois o desamor, a incompreensão e nem sei dizer que tipo de entendimento ocupa a mente desses humanos, posto que, como mostrado, o cidadão saca a pistola e pelas costas e a sangue frio fuzila o governante que discursava.
Comparativamente com nosso Brasil, é que aqui, as ações criminosas não cessam e, pelo  o publicado na imprensa, não são caminhões de desgraças que são usados contra o povo mas sim, para transportar os milhões retirados ilicitamente do erário, nas mais diversas ações de corrupção.
Aqui não são só os pneus de caminhões que matam o cidadão no trânsito violento mas sim, a corrupção enraizada nos órgãos públicos e que, deixa o povo sem educação, segurança, saúde e condições digna de viver.
Soluções existem? Existem sim pelo menos para nós, pois para o mundo la fora contra os extremistas não sei! Mas por aqui, basta o povo tomar vergonha na cara e deixar de reeleger os viciados em erário e que fizeram da politica o meio fácil e lucrativo de se dar bem, aliás muito bem e se tornaram experts em enganar o eleitor.
Mas, apesar de tudo, que a energia positiva do Feliz Natal paire no ar e amenize as lágrimas que invadiram os lares de muitas famílias.
Lúcio Reis
Belém, Pa. Brasil

Em 23/12/2016.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Viver é um Teatro

Amanhã é um palco no qual a cortina ainda não se abriu, logo, a peça não começou e a plateia ainda compõe extensa fila para chegar a bilheteria, independente da idade e nela, muitos dialogam, falam de si e iniciam uniões, relações outras e também de amizade.
Ontem, a peça já terminou, à saída a plateia comenta entre si, pois enquanto alguém muito gostou e aplaudiu, houve alguém que detestou, de decepção chorou e de arrependimento se auto esganou ou em alguém tentou ou descontou sua ira, seu descontentamento.
Hoje, a peça se desenrola, os atôres estão em cena, provocam sorrisos mas, também há atos que levam a tristezas, as incertezas, passagens que conduzem as lágrimas de emoções mas também de  decepções e até, em função de outras encenações afloram a ira, a rivalidade, as traições e por isso abundam também, reclamações.
Os ingressos prosseguem sendo oferecidos, ofertados e vendidos, posto que, sempre há, houve e haverá atôres representando e plateia observando. Os valores quem os definem são os compradores, pois eles construirão a qualidade de seu show!
É normalmente dito que o show tem que continuar! E como um circulo que não tem inicio e nem tem fim, viver é um teatro de portas sempre abertas, no qual a plateia vive e representa sem ensaio, cada qual o seu roteiro o seu script e não há um diretor a mandar parar, repetir e recomeçar, pois no hall de entrada há um grande aviso que diz: ao haver a concepção e o respirar iniciou, cada qual siga em frente, pois a cortina se abriu e o ato anterior jamais será o de agora e nem o de depois.
Por isso fica, e é incompreensível a  razão pela qual os atôres desse teatro se combatem entre si, em muitos casos, ferrenhamente e assim rasgam seus roteiros e voltam para fila da bilheteria, pois perderam seus assentos na plateia.
No entanto, há aqueles que seguem e atuam de conformidade com o que está escrito em cada capitulo de sua encenação, não colam e nem olham para o papel do lado, vivem cada emoção que abala deliciosamente o seu coração, em outros nada dizem ou falam e apenas com o olhar representam, despertam sentimentos milagrosos que levam as almas as lágrimas e tornam tudo mais leve, gostoso e inesquecíveis.
E por isso, como a humanidade é eterna, o viver sempre sera o teatro, no qual, estaremos na plateia e esta será o palco de cada um ser e ator de si mesmo. Pois convenhamos, viver é maravilhoso e com sorriso e alegria é Divinal!
Lúcio Reis
Escritor – Contista e Poeta
Belém, Pa – Brasil

Em 19/12/2016

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Chape, Violência e a Lição
 

Quem me lê ou já me leu ao longo desses mais de 34 anos que publicamente exponho minhas idéias, convicções, pensamentos e conclusões, talvez já tenha percebido que, raramente escrevo sobre esporte e mais precisamente sobre futebol e assim, esta será uma dessas poucas vezes e, a razão está no lamentável desastre aéreo que eliminou de única vez e da competição da vida, a equipe de futebol da cidade de Chapeco no Paraná, a Chapecoense, carinhosamente chamada por seus torcedores e admiradores de Chape e vitima fatal de acidente aéreo a caminho da Colombia, para uma disputa com equipe daquele País.
Ante o tamanho da tragédia, em termos de quantidade de vidas que se foram prematuramente e que, como o noticiário tem mostrado, tocou sobre maneira os sentimentos de milhares de pessoas aqui, alí e em todos os países e cada um expondo suas tristezas, registrando seus pesares com palavras de conforto às famílias enlutadas e até  mesmo à comunidade que a equipe representa.
Pois bem, vamos acreditar que todos os registros de condolências, de abatimentos e programação para prestar homenagem aos atletas e profissionais da imprensa e também da aviação, que estavam naquela aeronave, sejam verdadeiros, que os corações estão entristecidos, as mentes acabrunhadas e todos lamentando e torcendo para que não se repita.
E então, ante toda essa lamentável realidade, chego ao ponto principal que me conduziu a escrever esta crônica: a violência estúpida, inominável até, inexplicável mesmo e por isso incompreensível, que toma conta de torcedores em bando, antes, durante e depois de uma disputa de um título regional ou não, por qualquer campeonato, seja aqui em Belém, ali em São Paulo, acola no Rio Grande do Sul, também na minha Minas Gerais ou em qualquer outro estadio do Brasil e, óbvio, em qualquer nação mundo afora.
Caso venhamos a usar a aritmética para somar quantas vidas já foram eliminadas, simplesmente por que o time do José usa camisa azul e o time do João entra em campo com uniforme vermelho, possivelmente teremos vários desastres aéreos fatais, tal qual o que agora choramos.
Em função da brutal violência, quantos jovens foram e  entraram alegres e cantando num estádio envergando a camisa de seu time e dele saírem para serem velados em velório em algum necrotério. Quantas dezenas de torcedores, sequer chegaram ao estádio, pois ficaram estendidos em via pública pela ação criminosa de torcedores da outra equipe. E por isso mesmo,quantas famílias ainda hoje choram a perda do ente querido!
Portanto, quem sabe, não se tome ou se tire essa relevante lição dessa tragédia e seja um marco para implantação no mundo, de uma séria e convincente campanha para que se tente, busque conscientizar, mostrar a torcedores que são apenas adversários e não inimigos mortais e que, a minha condição, minha opção de torcedor da equipe alvi azul, não me torna, não me faz algoz ou ameaça de morte ao torcedor alvi negro.
Quem sabe o choro dos familiares dos atletas do Chape, poderia servir ao evitar a lágrima derramada amanhã de algumas outras tantas famílias que possam vir a assistir no noticiário que seu filho, ou qualquer ente querido foi mais uma vitima de torcidas de clubes  fora ou dentro de um estádio, ao ser morto por uma paulada recebida covardemente, ou sob o peso de um vaso sanitário arremessado irresponsavelmente, ou por uma pedrada tal como praticavam os homens da caverna ou até mesmo linchado por uma turma de torcedores de equipe contraria.
O esporte é razão de confraternização e união dos povos e não, motivo de extinção da espécie humana.
Lúcio Reis
Escritor-Contista e Poeta
Belém do Pará.  Brasil
Em 29/11/2016





domingo, 27 de novembro de 2016

Carta ao Presidente Michel Temer


Senhor Presidente Michel Temer, a internet neste domingo dia 27/11/2016, torna público no portal MSN que V. Excia em entrevista coletiva nesta data e, cuja manchete da matéria registra que: “Tentei arbitrar um conflito administrativo”.
Como cidadão interessado – e há anos - em que seja construído hoje, um futuro sério para o Brasil e que, como se pode e é fácil constatar e há décadas, não será viável e nem possível, se tiver que passar pela qualidade do parlamento dos últimos anos e do atual, pois está inserido nos seus porões ou corredores que a qualidade é o que lhe falta e não é em pequena escala. E tanto é real que a delação de Marcelo Odebrecht, está colocando em polvorosa o colarinho branco de muitos que transitam no Poder Legislativo Brasileiros e em outros órgãos.
Não subestime mais ainda a capacidade de visão e interpretação da sociedade e nem mais desconsidere ou desvalorize a mentalidade e a seriedade de milhares de brasileiros e que, há anos não pactuam, não comungam e nem aplaudem e por isso mesmo, discordam dos estilos e modus operandis de ser feita a politica em nosso País e, isso vem sendo dito há anos e mais clara e acentuadamente através das redes sociais e, mesmo assim vocês ainda não perceberam e nem se deram conta desse novo tempo.
Dentro do tema, origem do problema que adentrou sua sala, é fácil de entender e concluir e fazer-se o seguinte questionamento: o que o Sr tem a ver, investido na função de Mandatário Máximo da Nação, com uma questão pessoal de seu ministro que adquiriu uma unidade habitacional num empreendimento particular e de alto padrão mas, com projetos a serem executados em área vedada por legislação especifica e em pleno vigor? Por ventura o edifício La Vue é obra do minha casa minha vida?
Como é sabido, por que está público para toda sociedade, outros empreendimentos imobiliários foram executados com o atropelar da legislação pertinente na capital baiana e isso, nos permite concluir que o seu ex ministro, neste caso, também tentou passar por sobre as determinações legais, quando pressionou o colega de ministério.
Por outro lado, já que V. Excia indicou o caminho da AGU – Advocacia Geral da União, o que a mesma tem a ver com empreendimento imobiliário particular, se já existe legislação inerente ao tombamento de áreas urbanas?
Em recente reunião com esse Presidente, um cidadão disse-lhe frontalmente o seguinte e com todas as letras e, V. Excia o aplaudiu, por que outro gesto não cabia: “como a aprovação desse Presidente está em baixa, é o momento propicio a colocar em execução medidas amargas em relação à sociedade e a economia do Brasil! Mas ele não se referiu a usar a função presidencial para intermediar, dar palpite ou o que o valha ou ainda tomar partido numa questão pessoal de um de seus ministros.
O que a realidade dos fatos indicam, ou conduzem é que o Sr Geddel foi formar na sua equipe para traficar influência em proveito pessoal e, como foi visto,ainda recebeu o aval formal de lideranças partidárias no parlamento nacional. No entanto, como o estrago provocado e sua repercussão já erá e estava irreversível e abrangente, ele pediu para sair ou V.Excia, para remendar o furo no tapete vermelho, o convidou a fazer o pedido voluntário e assim, onde fica a grande relevância propalada sobre ele para sua equipe de governo? Não fica! Pois jamais existiu e o que lhe interessava, assim como à maioria do politico nacional, não são os interesses do povo mas, os deles e particulares.
Eu não acredito em V. Excia, também pelas razões acima mas, confesso publicamente que, no que me foi possível como cidadão livre, pugnei ao lado de muitos outros brasileiros pelo impeachment da Presidente Dilma, sabendo, obviamente que seria esse politico a assumir a função, pois constitucional e legalmente foi eleito como seu vice presidente.
Minha desconfiança ou descrédito cresceu quando esse Presidente colocou na sua equipe ministros que atuaram na administração petista, numa concreta, absoluta e total incoerência, mesmo que do lado de cá, sabemos que o privilegiar siglas partidárias é a tônica da politica que é realizada no Brasil e que os interesses do povo, podem ficar para depois e mais depois ainda. E por isso mesmo que se linche o bem comum e social.
Diz V. Excia em seu linguajar particular entendia que não estava patrocinando nenhum interesse privado, data vênia.
Mas convenhamos Sr Michel Temer, V. Excia, não iniciou ontem na politica mas sim, há décadas e, se ainda não viu camelo ir a lua na politica brasileira é por que, quem sabe, esteja sendo muito cuidadoso também com sua visão e interpretação da realidade, pois os anões do orçamento, hoje já nem o são tão pequeninos não e são em maior quantidade!
Governe e administre para o Brasil e não para os mesmos, pois já é hora depois de sua passagem pela Presidência, ir cuidar do futuro de sua descendência, pois a se manter entre raposas, tal como é hoje, sua prole poderá não vir a ter a mesma atitude do ex ministro Marcelo Calero que não se dobrou ao desvio de rota.
E para encerrar e tomando como realidade fatos passados, informo que tenho c/c na CEF e em banco particular e se pretenderem vasculhar minha vida particular, é só pedirem meu CPF e CI que os informo, pois nada tenho a esconder e estou com minhas obrigações civis, judiciais sem nenhum arranhão e desde sempre.
Lúcio Reis
Em 27/11/2016

Belém, Pa-Brasil

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Celebração sem guardanapo

A sociedade brasileira nesta data 16/11/2016, demonstrou seu contentamento e celebração com a prisão de mais dois ícones da corrupção nacional, ambos ex governadores do Estado do Rio de Janeiro e portanto, colaboradores, como muitos outros mais, para com seus atos enlamear o nome de nosso Brasil perante a comunidade internacional. Cairam Garotinho e Sérgio Cabral.

Apos anos e anos, ou melhor décadas, em que a corrupção foi sendo enraizada como um dantesco câncer e, em todas as regiões deste País, nas mais variadas modalidades de crime, alcançamos o ápice do absurdo, do sem limite e maneiras de meter a mão no erário e, com a conta sempre sendo apresentada e paga pelos mais humildes, enquanto os canalhas comemoravam a desgraça dos mais necessitados em requintados jantares em hotéis e restaurantes de luxo em Paris ou em outros locais de expressão internacional.

Tripudiaram o quanto puderam. Enganaram 24 horas a cada dia. Corromperam e foram corrompidos com a mesma naturalidade com qie inspiram O2 e expiram CO2. Brincaram com a dignidade de cada cidadão honesto desta Nação. Mas os ventos, pelo que se nota, estão mudando as rotas.

Alguns já estão presos mas, muitos ainda estão livres e soltos. Mas seus processos tramitam e quem sabe, logo mais teremos explosão carcerária de colarinhos branco.

Porem, a mola propulsora da economia do mundo e da nossa também chama-se dinheiro e, os cofres das empreiteiras e construtoras, após as casas caírem estão esvaziando e estas para vê-los com dinheiro guardado e portanto, cheios, costuram suas delações – leniências – e por isso, ainda vamos celebrar a prisão de muitos endinheirados e que, ao invés de curtirem a terceira idade no aconchego do lar, desfrutando as traquinagens dos netos ou netas, vão mesmo é tomar banho de sol com hora limitada e ver a vida passar por entre grades de ferro, posto que o crime, não compensa e jamais compensará.

Por certo não vale a pena ser criminoso. Pois para que isso fosse verdadeiro, seria necessário que todos fossem corruptos e ladrões e, essa suposição nunca será uma realidade, um fato, posto que é impossível uma sociedade composta apenas de meliantes e, na admissibilidade dessa hipótese, haveria um processo de autodestruição sumaria, pois ninguem iria querer ficar com o menor quinhão.

O Brasil tem conserto e ainda haverá um monumental concerto, no qual o louvor será cantado em celebração aos bons costumes, a honra, a honestidade, a verdade, a seriedade, independente da idade do cidadão.

Óbvio, ainda haverá algum ladrão e corrupto mas, será numa quantidade ínfima, pois afinal o homem tem a sua fração do deslize. E assim, teremos razões para comemorar e sem guardanapo na cabeça.
Lúcio Reis
Em 17/11/2016
Belém,Pa-Brasil




domingo, 6 de novembro de 2016

Licença ou Autorização Para Delinquir

Quando os meios de comunicação de maneira geral mostram ao mundo e, de modo especial, ao Brasil, a Senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) ameaçando uma cidadã no corredor do Congresso e que, a ela se dirigiu e  lhe fez a seguinte pergunta: oi Gleisi,já está preparada para ser presa?

A Senadora respondeu: não querida, mas você pode ir! Eu! Exclama a cidadão. Eu não, a bandida aqui não sou eu! E então, em ato continuo a Senadora com toda a autoridade, diz: chama o segurança, por que não pode dizer isso aqui.

Na democracia o poder é exercido em nome do cidadão. Ele é o ítem de relevância na situação. A Senadora em questão, no decorrer do processo do impedimento da atual ex presidente Dilma, abriu a goela no plenário do Senado e falou da falta de autoridade e idoneidade do poder, por alguns de seus membros. Portanto, ela pode mas, o cidadão não! E no caso, o que a pessoa que se dirigiu a ela falou, não é nada que a sociedade não saiba, posto que a Senadora Gleisi e seu marido, estão na mira do judiciário e há meses, o que é público e por isso de amplo conhecimento.

O fato mostra com todas as letras e desenhado, a que ponto de deteriorização chegamos e que, o homem público mesmo a despeito de não ter um comportamento digno, ainda se acredita em condições de tripudiar sobre o cidadão. E vejam que a pecha de autoritarismo é sempre atirada em outra direção.

Essa Senadora envolvida em desvios e que, estão sendo investigados no Judiciário, sob o manto do foro privilegiado, age como se fosse a mais limpa dos mortais. Aliás, pelo que se testemunha, os sujeitos estão com a lama no queixo e, mesmo assim se auto proclamamos mais honestos e limpos na face da terra.

Conduzem-se visando obstar as ações de membros e componentes de outras siglas partidárias e, invariavelmente não medem esforços no sentido contrário ao interesse da Nação e por isso do cidadão.

A sociedade registrou seu entendimento, veredito e conclusão e nesses sentidos, produziu em outubro p.p., sua proclamação desenhando e dizendo que o protagonismo da corrupção, do enriquecimento ilícito, das manobras espúrias, da mentira, da traição, da falsidade e do egoísmo politico individual, já transbordaram a paciência do povo.

Foi dito até que a avalanche diária  denunciando a corrupção em todos e de todos os sentidos nacionais, que se sabe serem essas as origens, as causas que fazem com que os direitos básicos e constitucionais de cada brasileiro, os mais carentes, não são atendidos quando ele os busca nas entidades governamentais.

O cidadão disse mais que, ele consegue ver e enxergar que colarinho branco, não mais e há tempo, engana o povo humilde e que a sua brancura apenas disfarça a podridão dos atos e das ações indignas praticadas sob a proteção do mandato eletivo.

Hoje a imprensa noticia que o PT busca estratégia para evitar derrocada ainda maior em 2018: lançar “figurões” para a câmara.

Ora, por esse planejamento, é possível compreender que a sigla ainda não se deu conta e nem assimilou que cada peça do madeiramento de sua atual constituição não tem condição de sustentar qualquer casa, pois a mesma se transformou num castelo de areia a beira mar e no qual, as ondas dos desmandos estão impregnadas de poluição e qualquer tentativa de edificação com esse mesmo material sucumbira a menor marola de moral e da ética.

Sigla, mandato politico e poder, não foram, não são e jamais serão: licença ou autorização para delinquir. Essa é a lição!

Lúcio Reis
Escritor-Contista e Poeta
Belém,Pa. Brasil em 06/11/2016